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Da realidade à fantasia: 7 lugares que inspiraram filmes de animação

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Muitas vezes acreditamos que os mundos encantados da Disney ou da Pixar não existem na vida real, mas a verdade é que alguns dos seus cenários mais emblemáticos não foram totalmente fruto da imaginação: eles existem e estão mais perto do que julgamos. Das vilas medievais e castelos imponentes da Europa às quedas de água selvagens da América do Sul, a realidade serviu de molde para a fantasia, provando que o nosso planeta esconde recantos tão mágicos como qualquer conto de fadas.

Ao explorarmos estes locais, percebemos que a arquitetura clássica e as paisagens selvagens são as verdadeiras fundações sobre as quais foram erguidos os reinos que marcaram a nossa infância. Estes são apenas alguns exemplos de destinos que inspiraram filmes de animação.

Castelo de Neuschwanstein (Alemanha) – “Bela Adormecida”

Empoleirado nos Alpes Bávaros, o Castelo de Neuschwanstein, em Schwangau, na Alemanha, inspirou o filme da “Bela Adormecida”. Foi no século XIX que Luís II da Baviera, conhecido como o “Rei Louco”, mandou construir uma fortaleza para refúgio pessoal, que servisse também de homenagem às óperas de Richard Wagner, de quem era fã.

O castelo não foi projetado por um arquiteto tradicional, mas sim por um cenógrafo de teatro, o que explica a sua aparência propositadamente exagerada e cénica, com torres que parecem tocar no céu. Apesar de ter gastado a sua fortuna pessoal para o construir, o rei não viveu mais do que seis meses no castelo: morreu em circunstâncias misteriosas ainda antes de a construção ter sido concluída.

Ironicamente, o palácio que construiu para ser o seu esconderijo privado abriu ao público apenas sete semanas após a sua morte, tornando-se um dos locais mais visitados do mundo. O castelo não só serviu de inspiração para o filme “Bela Adormecida”, como também para o design do castelo que hoje é o símbolo da Disneyland.

Castelo de Chillon (Suíça) – “A Pequena Sereia”

Cercado por montanhas e a poucos passos do mar, o palácio do príncipe Eric é um dos protagonistas do filme “A Pequena Sereia” – e é impossível negar as semelhanças com o Castelo de Chillon, na Suíça. Situado em Veytaux, o castelo foi construído sobre uma pequena ilha rochosa natural, o que cria a ilusão de que as suas muralhas emergem diretamente das profundezas.

Para a Disney, esta característica era essencial para a história de Ariel: um palácio que serve de fronteira entre o mundo terrestre e o reino submarino de Tritão. Ao longo dos séculos, o castelo serviu como um posto de defesa medieval, foi residência dos duques de Saboia e, mais tarde, uma prisão estatal. Hoje em dia, é um dos castelos mais famosos e visitados da Suíça, tendo servido de inspiração não só para o filme da Disney, como para o poema de Lord Byron, “O Prisioneiro de Chillon”, em 1816.

Alcázar de Segóvia (Espanha) – “A Branca de Neve e os Sete Anões”

Se existe um castelo que impõe respeito e autoridade, é o Alcázar de Segóvia. Erguido sobre um enorme rochedo na confluência de dois rios, a sua silhueta única serviu de inspiração para o castelo da Rainha Má no clássico de 1937, “A Branca de Neve e os Sete Anões”.

O Alcázar foi construído numa posição geográfica tão perfeita que parece a proa de um navio de pedra a avançar sobre o vale. Era esta localização privilegiada que permitia aos reis de Castela controlar toda a região. O palácio testemunhou casamentos reais, intrigas políticas e serviu até como arquivo militar e prisão de estado.

Em 1862, um incêndio devastador destruiu grande parte dos tetos e do interior do castelo, mas foi reconstruído de tal forma que hoje é considerado um dos mais bem preservados da Europa.

Mont Saint-Michel (França) – “Entrelaçados”

O Reino de Corona ‒ o local central no universo de “Entrelaçados” – precisava de ser um lugar seguro e isolado. O Mont Saint-Michel, na Normandia, era o exemplo perfeito: uma abadia situada numa ilha que fica completamente cercada de água durante a maré alta. A Disney replicou a estrutura da cidade medieval, com as suas casas amontoadas que “sobem” a montanha, criando um visual icónico para o lar da Rapunzel. Esta estrutura vertical cria uma sensação de grandeza e proteção que é o coração visual do filme.

O Mont Saint-Michel é um dos locais mais enigmáticos do mundo devido à sua relação única com o mar. Durante a Revolução Francesa, foi usado como uma prisão ‒ tal como a torre onde vivia Rapunzel ‒ e só muito mais tarde foi restaurado para se tornar o monumento nacional que hoje conhecemos, classificado como Património Mundial da UNESCO.

Samoa (Polinésia) – “Moana”

Para criar a ilha de Motunui ‒ a terra natal fictícia da personagem Moana ‒ a equipa da Disney viajou para várias ilhas do Pacífico, incluindo Samoa, Fiji, Tonga e Havaí para realizar uma pesquisa cultural e visual para o filme “Moana”. A escolhida para ser recriada foi Samoa.

A ilha foi crucial para definir o aspeto da flora, as montanhas vulcânicas cobertas de verde e as águas turquesa. Mais do que o cenário, a cultura das tatuagens, as canoas tradicionais e a hospitalidade do povo samoano foram transportadas diretamente para o filme.

A ilha fictícia de Motunui é um reflexo direto das ilhas de Samoa, como Upolu e Savai’i. O famoso “furo” na rocha onde Moana encontra os barcos escondidos, por exemplo, é inspirado em formações geológicas reais comuns nestas ilhas.

Angel Falls (Venezuela) – “Up – Altamente!”

Em “Up – Altamente!” o sonho de toda uma vida de Carl e Ellie Fredricksen era visitar as Paradise Falls (Cataratas do Paraíso), um lugar que sempre desejaram explorar desde a infância. Na vida real, esse lugar existe com um nome diferente – Angel Falls –  mas tão remoto e majestoso como descrito no filme.

Localizado no coração do Parque Nacional de Canaima, na Venezuela, esta queda de água tem quase um quilómetro de altura (979 metros). É tão alta que, antes de a água chegar ao chão, grande parte dela evapora-se ou transforma-se numa névoa fina, criando uma atmosfera etérea que a Pixar replicou na perfeição.

A água cai do topo de um tepui, formações rochosas únicas no mundo: montanhas com o topo completamente plano e paredes verticais que se erguem acima da selva como ilhas no céu. Para que o cenário parecesse autêntico, o realizador Pete Docter e a sua equipa fizeram uma expedição real ao topo de um tepui, acampando lá em cima e enfrentando chuvas intensas e ventos enquanto estudavam as rochas, as plantas e as cores ao amanhecer.

Alsácia (França) – “A Bela e o Monstro”

A pequena aldeia onde Bela vive com o seu pai, Maurice, não é apenas um cenário genérico europeu. É uma homenagem detalhada à região da Alsácia, na fronteira entre França e Alemanha ‒ e Colmar é uma das principais referências.

A característica mais marcante de Colmar são as suas casas coloridas com vigas de madeira expostas. No filme, as casas da vila têm exatamente estas cores vibrantes (tons de azul, rosa, amarelo e verde) que na vida real serviam historicamente para identificar os diferentes negócios.

O que não falta em Colmar são fontes semelhantes àquela em que Bela se sentou a ler um livro para as ovelhas. As fontes centrais rodeadas por edifícios antigos parecem ter servido de rascunho exato para essa sequência.

A cidade tem ainda um bairro chamado Little Venice onde os canais atravessam as ruas ladeados de flores. Essa atmosfera romântica e rústica foi o que a Disney procurou captar para contrastar a vida simples da aldeia com a imponência sombria do castelo do Monstro.

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