Nome: Carla Marques
Alguns dos destinos que lidera: Malásia, Maldivas e Tailândia

A Carla nasceu em Setúbal, num dia de inverno, e talvez por isso prefira destinos onde o sol e o mar fazem parte do quotidiano. Apaixonada por viagens desde cedo, já percorreu cerca de 40 países, sobretudo na Ásia, em África e na Europa, sempre movida pela curiosidade e pelo encontro com outras culturas. A ligação ao mar levou-a a especializar-se em Turismo Subaquático.
- Alguma vez uma viagem te mudou a forma de ver o mundo?
Acredito que todas as viagens me transformam de alguma forma. No entanto, tenho que destacar a minha experiência na Gâmbia, conhecida como the smiling coast — a costa dos sorrisos. Um país onde, apesar de viverem com tão pouco, as pessoas têm sempre um sorriso no rosto. As crianças correm e brincam descalças na rua e irradiam uma felicidade genuína. Essa viagem ensinou-me a relativizar e a desvalorizar muita coisa.
- Qual foi o momento mais inesperado que já viveste numa viagem?
Um dos momentos mais inesperados que vivi em viagem aconteceu no meu primeiro dia nas Maldivas — precisamente no dia do meu aniversário. O universo pareceu alinhar-se para me presentear com um mar de fictoplatano. A beleza incrível de ver o mar azul cintilante devido à bioluminescência marinha foi simplesmente extraordinária.
- Se só pudesses recomendar um destino a toda a gente, qual seria e porquê?
É muito difícil encontrar uma resposta, cada destino que visitei foi único.
- Qual foi a refeição mais memorável (boa ou má!) que tiveste em viagem?
O pah thai é, para mim, muito mais do que um prato tailandês. Comer pad thai é viajar na Tailândia. Um prato que conta a história do país, com a sua combinação entre doce, salgado, ácido e picante…a essência da Tailândia.
- Algum encontro com pessoas locais que nunca vais esquecer?
Sem dúvida a receção do Nick na minha primeira visita às Maldivas. Sem nos conhecer convidou-nos logo no primeiro dia para jantar em sua casa e proporcionar-nos a experiência única de provar a verdadeira culinária Maldiva, com pratos preparados pela sua mãe..
- O que nunca falta na tua mochila, mesmo em viagens curtas?
Algo que me permita registar os momentos, máquina fotográfica, ou telemóvel como alternativa.
- Qual foi o maior susto ou peripécia que já te aconteceu numa viagem?
Não sei se foi a maior peripécia que me aconteceu em viagem, mas sem dúvida foi uma aventura memorável. Na Costa Rica, atolei o jeep na lama numa subida completamente íngreme! A ideia era chegar a uma cascata, mas o que encontrei foi uma ponte destruída que bloqueava o acesso à cascata. A única alternativa era regressar pelo mesmo caminho, num mar de lama, num Suzuki Jimmy com tração limitada. Foram quatro horas no meio da floresta, sem rede de telemóvel, apenas com a ajuda de um local com a sua burra e uma catana. A catana serviu para cortar vegetação e colocar debaixo das rodas do jeep. Passadas quatro horas conseguimos voltar á estrada.
- Um cheiro ou som que te transporta imediatamente para um destino visitado?
Sem dúvida, o cheiro do cacau em São Tomé, intenso e arrebatador. Caminhar pelas plantações de cacau e ser envolvida pelo aroma denso, doce e quase terroso — que parece emanar da própria terra e fazer a ilha respirar chocolate — uma experiência sensorial que me deixou lembranças inesquecíveis. Posso afirmar que sempre que sinto o cheiro do cacau viajo para São Tomé.
- Qual foi a paisagem que mais te deixou sem palavras?
Piaynemo, em Raja Ampat (Indonésia), deixou-me completamente sem palavras. Um cenário que parece pintado à mão, onde as ilhotas verdes surgem de um mar azul profundo, cercadas por águas cristalinas que refletem o céu. Ter o privilégio de contemplar a beleza surreal daquele lugar foi como apreciar uma obra-prima da natureza em estado puro.
- Algum animal selvagem ou situação na natureza que te tenha marcado especialmente?
Sinto-me muito dividida entre a elegância de dois animais selvagens completamente distintos. Por um lado, as majestosas mantas das Maldivas, que não me canso de contemplar em cada viagem que faço às Maldivas, pela sua grandiosidade e imponência – uma elegância que só quem tem o privilégio de contemplar pode verdadeiramente compreender. Por outro lado, a graciosidade do leopardo, que desfilava com toda a sua vaidade mesmo ao lado do jeep durante a minha visita ao Kruger Parque, na África do Sul.
- Tens alguma história de “perdido e achado” em viagem?
Só tenho mesmo a história do “perdido”, perdi o telemóvel na Costa Rica, num parque natural, e apesar de ter feito todo o percurso inverso não o consegui recuperar. Foi um desafio, pois tinha todas as reservas no telemóvel.
- Qual foi a maior lição que aprendeste a viajar?
A maior lição que aprendi ao viajar é que possuo uma fortuna impossível de quantificar. Não se mede em números, mas sim nas memórias que coleciono, nas culturas que conheço e nas pessoas que cruzam o meu caminho. Cada viagem acrescenta uma nova camada de sabedoria, amplia o meu olhar sobre o mundo e faz-me valorizar ainda mais a diversidade que existe em cada detalhe. Percebi, com o tempo, que a verdadeira riqueza da minha vida não está em bens materiais, mas sim na possibilidade de partir, descobrir e regressar transformada. Viajar é, para mim, o maior tesouro que posso possuir.
- Numa frase: o que significa para ti ser líder de viagem?
Ser líder de viagem, é proporcionar a cada viajante uma experiência memorável marcada pelo contacto com a cultura e comunidades locais.
Se estas histórias te despertaram a curiosidade e a vontade de descobrir o mundo de forma autêntica, junta-te à Carla Marques pelo mundo, nas suas próximas viagens com a Papa-Léguas.
Vem partilhar momentos únicos, paisagens inesquecíveis e experiências que só quem viaja com quem conhece o caminho de forma tão apaixonada consegue proporcionar!










