3º episódio da série “Volta ao Mundo de A a Z”, uma jornada pelo mundo onde cada destino é uma descoberta. Hoje, falamos sobre o Chile, o país que tem uma das curiosidades mais impressionantes do planeta: o lugar mais seco da terra.
Entre o Oceano Pacífico e a cordilheira dos Andes, o Chile estende-se como uma faixa estreita e longa, cheia de extremos naturais. É no norte do país que podemos encontrar um desses exemplos. O local chama-se Atacama e é o deserto não-polar mais seco da terra. Em certas áreas, como Calama, nunca foi registada uma única gota de precipitação em toda a história desde que há registos.
Parecido com Marte?
Sem chuva, o resultado é uma paisagem quase extraterrestre, com solos rachados, salinas brancas e montanhas sem qualquer tipo de vegetação. A falta de água é tão extrema que o Atacama é frequentemente comparado a Marte ‒ e agências espaciais como a NASA já o utilizaram para testar equipamentos e simular missões futuras ao planeta natural único.
O solo, a aridez e a radiação solar intensa fazem dele um laboratório natural único. O mais curioso é que, apesar de ser o deserto mais seco do mundo, o Atacama não é totalmente “morto”. De forma quase mágica, a cada cinco ou sete anos, um nível de chuva ligeiramente superior ao normal faz despertar milhões de sementes adormecidas, transformando o deserto mais árido do mundo num tapete infinito de flores roxas e brancas.
Tem dos céus mais transparentes da Terra
Outra curiosidade é que o Atacama tem também alguns dos céus mais transparentes da Terra. A ausência de nuvens e poluição torna-o perfeito para observação astronómica. Por esse motivo, estão ali alguns dos observatórios mais avançados do mundo, usados para estudar galáxias distantes.
O Chile, no entanto, não é apenas deserto. O país é marcado por contrastes fortes: tem vulcões ativos, glaciares, florestas, lagos e uma costa imensa banhada pelo Pacífico. É também uma das regiões mais sísmicas do mundo, devido à interação entre placas tectónicas, o que já originou alguns dos maiores terramotos da história.
Ainda assim, é o Atacama que continua a fascinar cientistas e viajantes. Um lugar onde a ausência quase total de chuva criou um dos ambientes mais extremos e mais estudados do planeta.










