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Volta ao Mundo de A a Z: Guatemala, o país onde um lago esconde uma cidade maia submersa

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Localizada no coração da América Central, a Guatemala é um país conhecido pelos seus vulcões, florestas tropicais e pela forte herança da civilização maia. Com uma cultura rica e paisagens impressionantes, guarda também um dos segredos arqueológicos mais fascinantes da região: uma cidade maia escondida debaixo de água.

À primeira visto, o Lago Atitlán, considerado por muitos como um dos mais bonitos do mundo, parece apenas um cenário de postal. Rodeado por três vulcões e pequenas aldeias indígenas, este lago esconde, a cerca de 12 a 20 metros de profundidade, as ruínas de Samabaj, uma antiga cidade maia descoberta por mergulhadores no final da década de 1990.

Durante séculos, circularam lendas locais sobre cidades antigas engolidas pelas águas do lago. Em 1996, o mergulhador da Guatemala Roberto Samayoa transformou o mito em realidade. Durante um mergulho recreativo, deparou-se com blocos de pedra perfeitamente alinhados.

O que parecia ser uma simples formação rochosa revelou-se, afinal, uma descoberta extraordinária: uma antiga cidade maia submersa. Mais tarde, os arqueólogos deram-lhe o nome de Samabaj, num combinação entre o apelido do mergulhador (Samayoa) e a palavra maia abaj, que significa “pedra”.

As investigações revelaram que Samabaj foi construída numa pequena ilha localizada no centro do lago e terá sido habitada entre cerca de 250 a.C e 250 d.C. Os arqueólogos encontraram praças, escadarias, plataformas cerimoniais, altares e monumentos de pedra, o que indica que a cidade desempenhava um importante papel religiosa para as comunidades maias da região.

Mas como é que uma cidade inteira acabou debaixo de água?

A explicação está na própria origem do Lago Atitlán. A região é altamente vulcânica e, ao longo dos séculos, sofreu vários movimentos tectónicos e erupções que alteraram a paisagem. Os especialistas acreditam que o nível da água aumentou gradualmente devido a estes fenómenos geológicos, inundando a ilha onde Samabaj estava construída. Os habitantes terão abandonado a cidade antes de desaparecer completamente sob a superfície.

Hoje, as ruínas encontram-se entre 12 a 20 metros de profundidade. Embora não sejam visíveis da margem, continuam relativamente bem preservadas graças às águas calmas do lago. Ao longo dos últimos anos, várias expedições arqueológicas recorreram ao mergulho para mapear a cidade e estudar os objetos encontrados no local, incluindo cerâmicas, esculturas e vestígios de antigas construções.

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