Um sonho antigo que se tornou realidade
Qual é a criança dos anos 80 que nunca sonhou em visitar a Austrália?
A terra dos cangurus, dos coalas e do icónico Crocodilo Dundee fazia parte do nosso imaginário coletivo. Um país quase-continente, do outro lado do mundo, com uma diferença horária absurda que obrigava a família inteira a madrugar uma vez por ano só para ver o arranque da Fórmula 1.
Durante décadas, visitar a Austrália esteve na minha lista de desejos. Mas a verdade é que a Tasmânia, essa ilha misteriosa dentro da ilha maior, só me começou a despertar curiosidade recentemente. E tudo começou com um boneco… e um carpinteiro.
Tasmânia: da infância ao mapa real
Durante a infância, a minha única referência à Tasmânia era o Taz, aquele boneco tresloucado dos Looney Tunes — curiosamente, o que eu menos gostava. Nunca imaginei que um dia viria a viajar para a Tasmânia… e voltar, a adorá-la.
Em 2022, numa viagem à Roménia com a Papa-Léguas, deu-se o clique que me levou à Tasmânia. Antes do início da viagem, tinha decidido chegar uns dias mais cedo para explorar Veliko Tarnovo, uma bela cidade medieval aos pés das montanhas Balkan, na Bulgária. Foi aí, ainda antes de cruzar a fronteira para a Roménia, que conheci o John — um simpático carpinteiro da Tasmânia que andava a percorrer a Europa durante dois meses.
A descoberta da Tasmânia (com direito a sotaque australiano)
O entusiasmo do John pela sua terra era tão contagiante que, mal regressei a Portugal, comecei a mergulhar em tudo o que encontrava sobre a Tasmânia. E bastaram apenas alguns dias para me render: paisagens de cortar a respiração, florestas densas e vibrantes, uma fauna encantadora (sim, wallabies e wombats adoráveis — e sem sinal de escorpiões ou cobras venenosas!), boa comida, vinhos locais e uma energia difícil de explicar, mas impossível de ignorar.



O que ver e fazer na Tasmânia
Quando finalmente aterrei na ilha, percebi que todas as expectativas tinham sido ultrapassadas. Viajar para a Tasmânia é mergulhar num mundo onde natureza, cultura e hospitalidade caminham lado a lado. E sim, até o Natal foi especial — brindado com um Christmas Gin local e rodeada de pessoas que me fizeram sentir em casa desde o primeiro dia.
Foi também na Tasmânia que enfrentei o desafio de conduzir do lado ‘errado’ da estrada. Ao início, parecia que estava sempre na faixa errada — e, na verdade, estava mesmo! Mas a paciência dos locais (esses sim, do lado certo) tornou a experiência bem menos assustadora e até divertida.
Uma semana de aventuras e descobertas
Foram sete dias intensos, cheios de paisagens, encontros improváveis e momentos que ficaram gravados na memória. Ainda tenho muito para partilhar — histórias de estrada, trilhos secretos e pequenas surpresas tasmanianas — que em breve irei contar com mais detalhe.
Se há algo que aprendi nesta viagem, foi isto: às vezes, os destinos menos óbvios são os que mais nos transformam.
Paisagens incríveis, animais únicos, boa comida e histórias para a vida — esta aventura está à tua espera. Conto contigo? Vê a viagem aqui!








