“A Papa-Léguas, agência de viagens e turismo, abriu na Avenidas das Forças Armadas, 4-2ºJ, e propõe-lhe um estilo diferente de viagens. Opera no âmbito do ecoturismo e turismo de aventura, oferecendo destinos exóticos em várias partes do globo”. Assim se apresentava, no seu primeiro catálogo de sempre, a Papa-Léguas, fundada em 1998.
Passaram-se 28 anos desde então. Agora estamos perto da Avenida de Roma, as viagens já não se pagam com escudos e os catálogos podem ser vistos online. Há, no entanto, aspetos que nunca mudam. Um deles é continuar a fazer viajantes felizes, inspirando-os a descobrir e a proteger o planeta. Hoje, com muitos mais destinos no catálogo.
Se, por um lado, há aspetos que se mantêm, por outro há realidades que simplesmente não existiam quando a Papa-Léguas nasceu.
Há 28 anos…
não havia Google Maps
Orientar-se numa cidade desconhecida significava abrir mapas de papel, muitas vezes grandes e difíceis de manusear, ou confiar em indicações dadas por quem por lá passava. As viagens exigiam mais preparação prévia e um maior sentido de orientação. Ao mesmo tempo, essa ausência de tecnologia criava espaço para o imprevisto e perder-se não era necessariamente um problema, mas parte da experiência.
não havia traduções instantâneas
Viajar para um país com uma língua diferente implicava algum estudo prévio, apontamentos num caderno ou a utilização de pequenos dicionários que acompanhavam os viajantes para todo o lado. Pedir direções, fazer um pedido num restaurante ou simplesmente conversar exigia esforço e criatividade ‒ e muitos gestos.
ir connosco à Escócia custava 209.400 escudos
“Por pouco mais de mil euros (209.400 escudos) a agência de viagens Papa-Léguas está a oferecer uma interessante viagem às Terras Altas da Escócia, num itinerário carregado de locais de interesse histórico e paisagístico”. Assim escrevia o Jornal de Negócios sobre a primeira viagem da agência, no dia 24 de junho de 1999, numa altura em que já se começava a fazer a transição para o euro.
Na altura, o planeamento financeiro de uma viagem era feito noutra escala e com outras referências. As agências de viagens tinham um papel central, sendo muitas vezes o principal ponto de acesso à informação e à organização das férias.

os influencers não tinham redes sociais
A inspiração para viajar vinha de fontes mais tradicionais, como revistas, programas de televisão ou livros. Os “influencers” da altura eram pessoas como David Attenborough e Jane Goodall, cujos documentários e trabalhos sobre a natureza e a vida selvagem inspiravam milhões a explorar o mundo de forma consciente e curiosa.
o London Eye e o Burj Khalifa ainda não existiam
O horizonte de cidades como Londres e Dubai era muito diferente sem estes marcos que hoje definem a sua identidade visual e turística. A construção destes projetos ‒ o London Eye em 2000 e o Burj Khalifa em 2010 ‒ veio transformar não só as paisagens urbanas, mas também a forma como experienciamos os destinos.
São símbolos de inovação, crescimento e mudança, um reflexo de um mundo que continua a evoluir e a reinventar-se constantemente. Tal como a Papa-Léguas, que está há 28 anos a viajar contigo.












