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Filas nos aeroportos: o que está a mudar com o novo sistema fronteiriço?

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O novo Sistema de Entrada/Saída (EES), que ficou totalmente operacional a 10 de abril de 2026, já está a ter impacto nas viagens. A implementação do sistema digital e biométrico está a provocar longos tempos de espera em vários aeroportos europeus, com algumas filas a chegar às duas horas, avança o “Euronews”.

O EES substituiu progressivamente os tradicionais carimbos nos passaportes por um sistema digital que regista as entradas e saídas dos viajantes de fora da UE. Na primeira passagem, os passageiros abrangidos têm de fornecer dados biométricos, como fotografia facial e impressões digitais.

O que está a falhar?

O problema não está no registo biométrico em si, mas na forma como o novo sistema está a ser implementado nos aeroportos. Cada passageiro de fora da UE tem de fazer um registo que envolve dados pessoais, fotografias facial e impressões digitais.

Quando milhares de pessoas chegam ao mesmo tempo, estes procedimentos acabam por criar congestionamento nos controlos de fronteira. A situação é agravada por problemas técnicos, falhas de equipamento, capacidade limitada dos sistemas e falta de pessoal para acompanhar o volume de passageiros.

Os novos dados mostram que os tempos de espera duplicaram em aeroportos como Frankfurt, Amesterdão e Munique. Os números indicam que o EES biométrico levou a um forte aumento das filas e a mais passageiros a perderem voos.

Em Frankfurt, por exemplo, o tempo médio de espera chegou aos 120 minutos em julho, face aos 60 minutos no mesmo mês do ano passado. No aeroporto de Munique, as esperas aumentaram para 60 minutos, face a 31 no ano passado, e em Amesterdão os tempos máximos de espera dispararam de 80 para 120 minutos no mesmo período.

Em Lisboa, o cenário também não é o melhor e as filas já chegaram às seis horas ‒ o que até levou a Ryanair a satirizar o caos que se faz sentir no aeroporto da capital portuguesa. A companhia aérea já pediu ao Governo português (e não só) para suspender o EES até setembro, quando termina a época alta nos aeroportos.

Além da Ryanair, outras companhias aéreas e aeroportos pediram maior flexibilidade para suspender o sistema de forma preventiva, quando sabem que existe um pico de passageiros. Os responsáveis da UE, contudo, recusaram o pedido.

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