Planear uma primeira viagem à China pode ser um verdadeiro desafio. O país é enorme, queremos ver tudo, conhecer diferentes regiões e, sobretudo, descobrir as várias faces de um país com uma história e uma diversidade cultural tão grandes.
Numa primeira viagem, contudo, é impossível conhecer tudo. Por isso, é importante escolher bem os destinos e construir um percurso que permita ter uma ideia da diversidade da China, passando pelas suas grandes cidades, paisagens naturais, património histórico e diferentes culturas.
Se vais viajar pela primeira vez à China, estes são alguns dos destinos que não podem faltar no roteiro.
Pequim
Pequim é, para muitos viajantes, o ponto de partida para uma primeira viagem à China. A capital permite começar a conhecer o país através da sua história e do seu património, com alguns dos monumentos mais emblemáticos da China: A Cidade Proibida, a Praça Tiananmen e o Templo do Céu.
Pequim é também uma cidade de contrastes. Ao lado dos palácios imperiais e dos bairros históricos, encontramos uma enorme metrópole moderna, com arranha-céus, grandes avenidas e uma vida urbana intensa. É também a partir de Pequim que se pode visitar a Grande Muralha da China, uma das experiências que não pode faltar numa primeira viagem ao país.

Zhangjiajie
Zhangjiajie apresenta uma China completamente diferente. A região é conhecida pelas suas impressionantes formações rochosas, com centenas de montanhas e pilares de arenito que se elevam no meio de uma paisagem coberta de vegetação.
A região é também uma boa oportunidade para sair do ambiente das grandes cidades e passar alguns dias rodeados de natureza. O Parque Nacional de Zhangjiajie, as montanhas de Tianzi e a montanha Tianmen são alguns dos lugares que tornam esta região tão especial.

Guilin
A cidade de Guilin é conhecida sobretudo pela paisagem que a rodeia, marcada pelas famosas montanhas cársticas que se erguem ao longo do rio Li e que, durante séculos, inspiraram pinturas, poemas e outras formas de arte chinesa.
Entre grutas, parques, rios e montanhas, o ritmo abranda e a experiência passa a estar muito mais ligada à natureza. Apesar de a paisagem natural ser a principal razão para visitar Guilin, a cidade também merece algum tempo. Ao longo do centro encontramos parques, lagos e rios que permitem explorar a cidade de forma mais tranquila, como a Colina do Elefante e a Gruta da Flauta de Cana.

Kunming
Kunming marca a entrada numa China ainda diferente. Capital da província de Yunnan, a cidade leva-nos até uma China com uma maior diversidade cultural, influenciada pelas várias comunidades que vivem na região e pela proximidade com o Sudeste Asiático.
Uma das principais razões para incluir Kunming no roteiro está, na verdade, fora da própria cidade: a cerca de uma hora e meia de distância encontra-se a Floresta de Pedra, uma enorme paisagem de formações calcárias que se erguem do solo como verdadeiras torres de pedra.

Lijiang
Lijiang é uma das cidades mais encantadoras do percurso. O seu centro histórico, com ruas estreitas, casas tradicionais, canais e pequenas praças, cria uma atmosfera muito diferente das grandes cidades chinesas. É também um lugar onde a cultura Naxi tem uma presença particularmente forte, permitindo conhecer uma das várias comunidades e tradições que fazem parte da diversidade cultural da China.
A localização de Lijiang é outro dos seus grandes atrativos. É uma excelente base para explorar lugares como a Montanha do Dragão de Jade e o Vale da Lua Azul. Entre o centro histórico e as paisagens de montanha, este destino consegue combinar cultura, história e natureza numa só etapa da viagem.

Shangri-La
Já no extremo sudoeste da China e muito perto da fronteira com o Tibete, encontra-se Shangri-La. A cidade encontra-se numa região de grande altitude, marcada por montanhas, vales e uma forte influência da cultura tibetana.
Entre os principais destaques estão o mosteiro de Songzanlin, um dos maiores mosteiros budistas tibetanos da região, e o lago Napa, rodeado por montanhas e paisagens de grande altitude. A influência tibetana está presente na arquitetura, nos mosteiros, nas tradições e no próprio ambiente da cidade. É também uma região onde a proximidade com o Tibete se sente de forma muito mais evidente, sem que seja necessário sair da China.







