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Alguma coisa a declarar, Carlos Morais?

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Nome: Carlos Morais

Alguns dos destinos que lidera: Coreia do Sul

O Carlos, começou a carreira profissional numa companhia aérea, onde o contacto constante com diferentes culturas, paisagens e pessoas reforçou a curiosidade que sempre o acompanhou. Apaixonado por natureza, foi na Coreia do Sul, que sentiu algo raro: um verdadeiro sentido de pertença. Entre tradição e modernidade, descobriu um país onde cultura, história e quotidiano convivem em equilíbrio. Desde então, regressou várias vezes, movido pela vontade de aprofundar cada detalhe e de conhecer não apenas o território, mas o ritmo, as pessoas e tudo aquilo que lhe dá identidade.

  • Alguma vez uma viagem te mudou a forma de ver o mundo?

Todas as viagens contribuíram para mudar a minha perspectiva sobre o mundo. Estar em contacto com novas realidades, com rotinas diferentes e formas de estar tão distintas deu-me uma visão mais ampla do significado de humanidade. Percebi que, apesar das diferenças culturais, todos temos um dia a dia, desafios, relações e objetivos. Viajar ajuda-nos a compreender melhor os outros, a derrubar barreiras e preconceitos e a tornar-nos pessoas mais abertas, empáticas e conscientes do mundo que nos rodeia.

  • Qual foi o momento mais inesperado que já viveste numa viagem?

A primeira vez que fui a Amesterdão, ia sozinho, ainda sem google maps e gps, tinha o meu mapa de papel e basicamente tudo planeado, era sair da estação de comboios, seguir a rua x e estava no hotel… Só que quando cheguei era noite, não fazia ideia que havia imensas saídas da estação e estava um nevoeiro completamente cerrado, nem sequer via os nomes das ruas. As poucas pessoas que andavam na rua era turistas ou pessoas que eu achei melhor nem mostrar que era um turista perdido…  Andei literalmente desde as 9 da noite até depois das 10 e meia às voltas para fazer um percurso de menos de 15 minutos!

Depois disso sempre que viajo já sei que nem sempre tudo corre como planeado e estou sempre preparado para isso.

  • Se só pudesses recomendar um destino a toda a gente, qual seria e porquê?

Teria de ser a Coreia do Sul, sem dúvida. É um país com paisagens fantásticas, montanhas e verde por toda a parte, cidades que vivem no futuro mas mantiveram viva a memória do passado, pessoas incríveis, apesar de tímidas. Por muito que se vejam fotos ou videos, perder-me nas ruas de Seul é algo que é preciso viver para explicar a sensação.

E para quem gosta de história, Gyeongju no final do dia, sem turistas, é viajar realmente no tempo.

  • Qual foi a refeição mais memorável (boa ou má!) que tiveste em viagem?

A primeira refeição que comi em Paris, aos 13 anos. Ainda hoje, sempre que penso em cozinha francesa, lembro-me de imensa maionese e uma rodela de ovo cozido com uma carne mal passada com um molho terrível. E era um restaurante “chique”.

  • O que nunca falta na tua mochila, mesmo em viagens curtas?

A minha DJI Osmo Pocket 3, o telemóvel e um isqueiro 😅

  • Tens algum ritual ou mania antes de começar uma viagem?

Apenas dar muitos mimos aos meus cães e gatos para compensar os dias que vou estar fora!

  • Um cheiro ou som que te transporta imediatamente para um destino visitado?

Os sons que anunciam a chegada do metro de Seul, sem dúvida. Quem já foi vai entender.

  • Qual foi a paisagem que mais te deixou sem palavras?

Confesso que é uma paisagem muito urbana, mas a primeira vez que fui a Florença, tinha vindo de autocarro de Milão e tive uma cólica renal.  Não queria ir para um hospital e arrastei-me ate ao hotel para ver se me deitava e aliviava a dor,  mas quando dobrei uma esquina e vi o Duomo, as dores literalmente desapareceram por uns bons momentos. Aquele momento WOW foi inesquecível!

  • Se tivesses de escolher uma viagem só pela música local, qual seria?

Sem dúvida França porque adoro a música francesa.

  • Algum animal selvagem ou situação na natureza que te tenha marcado especialmente?

Estive recentemente em Seul e decidi ir subir uma montanha de noite, sozinho. Ia a comer uns snacks e fui perseguido pelo que achei que era o racoon mais gorducho que já vi, a fazer uns sons muito estranhos. Depois pesquisei e não era um racoon, são canideos chamados cão-racoon , por isso é que me pareceu um racoon enorme!

  • Tens alguma história de “perdido e achado” em viagem?

 Eu não perco nada mas adoro perder-me!

  • Qual foi a maior lição que aprendeste a viajar?

Que a realidade é muito mais do que aquilo que eu achava que sabia…

  • Que destino te surpreendeu pela positiva… e qual é que te desafiou mais?

Novamente a Coreia do Sul. A primeira vez que viajei para lá foi por impulso, mas não sabia absolutamente nada sobre o país. Cometi o erro de achar que toda a gente falava inglês e que seria bastante fácil orientar-me. Na realidade, muitos coreanos não falam ou não se sentem à vontade para comunicar em inglês e o Google Maps nem sequer funciona corretamente. Mas apesar de tudo, a sensação de estar do outro lado do mundo, completamente à toa sem qualquer apoio, fez-me apreciar a Coreia ao ponto de se ter tornado o meu país preferido. O desafio tornou-se uma paixão!

  • Um objeto que trouxeste de viagem e que tem um grande valor sentimental?

Há três: um peluche do Pluto da Euro Disney (ainda se chamava assim), a autobiografia da Brigitte Bardot que comprei em Paris (ainda não havia as Amazons e eu adorava-a quando era miúdo por causa dos animais) e um urso de peluche que comprei na minha primeira viagem à Coreia, com um ar super aborrecido que eu adoro.

  • Qual seria a tua viagem de sonho se o dinheiro não fosse problema?

Seria uma viagem eterna pelo mundo inteiro. Explorar literalmente todos os cantos do nosso planeta, especialmente na parte que toca a fauna e monumentos porque adoro animais e História!

  • Se pudesses reviver uma viagem do início ao fim, qual seria?

Na realidade já revivi várias viagens porque quando gosto de um destino, acabo sempre por voltar. Mas não me importava nada de reviver as viagens da minha infância, com aquela sensação real de férias sem preocupações 😅

  • Numa frase: o que significa para ti ser líder de viagem?

Ser tour leader é acompanhar o grupo muito para além da logística. É garantir segurança, conforto e bem-estar, antecipar necessidades, resolver imprevistos e criar um ambiente de confiança e boa disposição.

É também dar vida aos destinos, partilhar histórias, valorizar a cultura local e transformar cada viagem numa experiência memorável.

No fundo, é viajar com responsabilidade, dedicação e paixão, para que cada participante regresse com recordações únicas e vontade de voltar a viajar.

Se estas histórias te despertaram a curiosidade e a vontade de descobrir o mundo de forma autêntica, junta-te ao Carlos Morais nas suas próximas viagens com a Papa-Léguas.

Vem partilhar momentos únicos, paisagens inesquecíveis e experiências que só quem viaja com quem conhece o caminho de forma tão apaixonada consegue proporcionar!

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