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Dos comboios aos supermercados. As tendências que vão marcar as viagens em 2026

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Já há muito tempo que viajar deixou apenas de apanhar o avião, reservar o hotel e visitar os locais mais turísticos de uma cidade. O viajante moderno anseia por procurar novas camadas na experiência, valorizando pormenores que antes seriam considerados irrelevantes. A curiosidade recai sobre o que é autêntico e inesperado.

Seja a escolha de um destino com o céu mais escuro e estrelado do planeta ou até o prazer de descobrir um novo sabor de batatas fritas num supermercado local, há várias tendências que vão marcar as viagens de 2026, segundo a “Condé Nast Traveller”. A revista partilhou algumas tendências que vão dominar este ano e que comprovam que o viajante está cada vez mais exigente ‒ e até extravagante.

1. Comboios de luxo

A nova era de ouro das viagens ferroviárias continua a ganhar força, com os comboios a serem uma alternativa às viagens de avião. Ano após ano surgem novos itinerários e novas linhas ferroviárias em todo o mundo que fogem dos roteiros tradicionais e oferecem paisagens cénicas. 

2. Turismo Ancestral

Se antes as viagens serviam para conhecer a história dos outros, em 2026 a prioridade é descobrir a nossa. Impulsionados pela facilidade dos testes de ADN e pelo acesso a arquivos digitais, os viajantes estão a trocar as capitais cosmopolitas por aldeias remotas onde os seus antepassados viveram. Já não se trata apenas de ver monumentos, mas de pisar o chão que os bisavós pisaram.

3. Viajar sem álcool

Viajar sem consumir álcool está cada vez mais na moda, principalmente entre os jovens que buscam bem-estar e conexões culturais mais profundas, focando em experiências mais conscientes, saudáveis e autênticas. Se, durante décadas, o bar do hotel ou as provas de vinhos eram o centro das atenções, agora a sobriedade tornou-se um estilo de vida aspiracional, e não uma restrição.

4. Cruzeiros de astroturismo 

O cruzeiro de astroturismo (em inglês, astro-cruising) é uma tendência de viagem que combina cruzeiros marítimas com observação de fenómenos astronómicos espetaculares, como auroras boreais, eclipses solares e chuvas de meteoros, oferecendo experiências imersivas longe da poluição luminosa das cidades.

5. Museus

Esta mudança de paradigma chega também aos museus, que em 2026 atravessam uma fase de transparência radical para recuperarem a sua relevância. A nova tendência foca-se no acesso sem precedentes aos bastidores e na interatividade imersiva, com serviços inovadores. Os museus estão a transformar-se em centros de arte abertos e dinâmicos.

6. Turismo em supermercados

Não é só em restaurantes que se pode ter a experiência da culinária local. Visitar um supermercado local tornou-se a forma mais direta de espreitar o quotidiano de um país, longe da encenação turística. É aqui, entre marcas regionais de refrigerantes, frutas exóticas e batatas fritas de sabores peculiares, que o viajante moderno descobre os seus “novos souvenirs”.

7. Espaços pré-embarque no aeroporto

Esta mudança de mentalidade chega até aos locais mais improváveis: os aeroportos. Se antes a zona de check-in era apenas um local para despachar malas e correr para a segurança, em 2026 os terminais estão a ser redesenhados como autênticos espaços de convívio. Com áreas públicas mais amplas, jardins interiores e uma forte aposta no comércio local ‒ como livrarias – os novos aeroportos tornam-se assim extensões culturais do destino.

8. Sustentabilidade regenerativa

Parece estranho, mas a verdade é que as algas, que durante muito tempo foram consideradas “lixo marinho” que incomoda os banhistas, agora são vistas de outra forma ‒ como um dos recursos mais valiosos do planeta. No turismo de luxo e bem-estar, as algas estão a ser integradas em menus gourmet, tratamentos de spa e até estão a ser usadas para criar o ambiente físico dos hotéis e espaços turísticos.

9. Hotéis de 5 estrelas no mar

Esta tendência marca a transformação definitiva dos cruzeiros em extensões flutuantes dos hotéis mais exclusivos do mundo. Em vez dos tradicionais navios gigantescos para milhares de pessoas, marcas como a Four Seasons estão a lançar super-iates íntimos em que a ideia é que o viajante não sinta que está num navio de cruzeiro, mas sim numa suite de luxo.

10. Set-jetting

Numa altura em que os filmes e as séries de televisão estão cada vez mais presentes na nossa vida, há também cada vez mais pessoas a viajar para conhecer aquele local de gravação icónico. O set-jetting, como se chama, é a tendência de planear viagens para destinos que serviram de cenário para filmes e séries de sucesso.

11. Termas como espaços de convívio

Esta tendência marca o fim da era dos spas onde o silêncio era obrigatório e o foco era apenas o relaxamento individual. Atualmente, estes espaços estão a transformar-se em sítios onde as pessoas vão para socializar e beber um copo, tudo isto enquanto desfrutam de piscinas, saunas e banhos turcos.

12. A loja do hotel tem um ar local

Já se começa a ver uma mudança profunda na forma como os viajantes fazem compras durante as viagens. As lojas dos hotéis de luxo deixaram de ser locais que vendem apenas produtos genéricos ou marcas internacionais para se tornarem autênticas galerias de preservação cultural, onde cada objeto conta a história da região. O foco está no artesanato com propósito.

13. Férias com os avós

Aqueles que cresceram na era digital podem nunca ter compreendido os prazeres de atividades tradicionais e artes em vias de extinção, como o tricô, a carpintaria ou jogos de tabuleiro clássicos. O que antes era considerado “secante” ou “chato” é agora uma nova forma de turismo. Seja através de retiros dedicados inteiramente à leitura em silêncio ou oficinas onde se aprende a fabricar móveis de vime e a bordar.

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