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Islândia em Alerta: O que as erupções vulcânicas significam para os viajantes?

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A última erupção do vulcão Sundhnúkur, na península de Reykjanes, sul da Islândia, acendeu os holofotes em todo o mundo, enquanto autoridades, turistas e operadores turísticos tentam perceber o verdadeiro impacto no turismo. O fenómeno decorreu na madrugada de 16 de julho de 2025 e constitui a décima segunda erupção naquela região desde 2021.

A erupção começou por volta das 4h da manhã, quando magma rompeu por uma fenda entre 700 e 1 000 metros de extensão, criando fluxos de lava visíveis e colunas de fumo no céu. Apesar do cenário impressionante, os especialistas classificaram o fenómeno como relativamente pequeno, sem ameaça direta às infraestruturas maiores.

Foram evacuadas precocemente a famosa Blue Lagoon, o spa geotermal de renome internacional, e a vila piscatória de Grindavík, com cerca de 100 residentes retirados da zona, revertendo parcialmente o regresso à normalidade que se estendia desde 2023.

O que mudou no turismo?

Apesar do alarme inicial, o impacto no turismo global tem sido mínimo. O aeroporto internacional de Keflavík manteve-se funcional e os voos operaram normalmente, tal como o tráfego na estrada circular Ring Road que liga a capital Reykjavík às principais atrações.

Para turistas que planeavam visitar a Islândia neste verão, a maioria das zonas permanece acessível. Destinos icónicos como a capital Reykjavík, o Golden Circle, géisers, cascatas e geleiras continuam operacionais sem restrições.

Por que o turismo não foi afectado?
  1. Tipo de erupção – trata-se de fendas geológicas, que libertam lava em fluxo contínuo e controlado, sem produzir grandes nuvens de cinza ou explosões violentas que possam afectar os voos:
  2. Planeamento e monitorização eficaz – o Icelandic Meteorological Office utiliza dados sísmicos, GPS e imagens por satélite para monitorizar eventos em tempo real. A evacuação da Blue Lagoon e de Grindavík foi planeada e segura.
Medidas de segurança e recomendações práticas
  • As autoridades pedem que os visitantes evitem a zona de Grindavík e arredores da fenda vulcânica;
  • Devem respeitar todas as alertas emitidos pelo IME e as orientações da proteção civil;
  • É aconselhado usar seguro de viagem que cubra eventos naturais como erupções vulcânicas. Note-se que apólices adquiridas após o início das crises vulcânicas podem não cobrir eventos já reconhecidos como previsíveis.

Estas medidas garantiram que o turismo não fosse abalado em larga escala. Operadores turísticos e hotéis têm mantido reservas, com alguns oferecendo planos flexíveis e alternativas seguras, especialmente para visitas ao Blue Lagoon ou passeios pela Reykjanes.

O que devem saber os visitantes?
  • O foco da erupção está a cerca de 30 km a sudoeste de Reykjavík, fora da zona urbana, o que minimizou a exposição dos centros urbanos e infraestruturas principais;
  • Nenhuma lesão humana foi reportada, nem foram registados danos significativos durante esta erupção. O risco principal permanece nas emissões de gases vulcânicos e em eventuais fogos em áreas de vegetação.

A erupção do Vulcão Sundhnúkur é um lembrete poderoso da natureza inconstante da Islândia e, ao mesmo tempo, da capacidade organizativa e resiliência do turismo islandês. As infraestruturas resistiram, os voos mantiveram-se operacionais e as principais atrações permaneceram acessíveis.

Para viajantes informados e preparados, a Islândia continua a ser um destino seguro e fascinante. A combinação entre rigor nos protocolos de segurança, monitorização contínua e adaptação rápida do setor tem garantido que o turismo global não seja prejudicado. A natureza ativa da Islândia continua a encantar sem pôr em causa a segurança da viagem.

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