A BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa voltou a afirmar‑se, em 2026, como um dos momentos mais relevantes do calendário turístico internacional. Entre 26 e 28 de fevereiro, a Feira Internacional de Lisboa transformA‑se num verdadeiro hub de negócios, inovação e debate, reunindo profissionais, destinos, operadores e instituições com um objetivo comum: repensar o turismo num contexto global em rápida transformação.
Uma feira que já não é só “feira”
Se nas primeiras edições a BTL era percebida sobretudo como uma montra de destinos e pacotes turísticos para o público em geral, as últimas edições e em particular a de 2026, mostram uma feira que é cada vez mais um ponto de encontro estratégico para decisões que moldam o futuro do sector.
Esta transformação é visível em várias frentes:
- Mais de 1 700 expositores de cerca de 125 países: um crescimento consistente face às edições anteriores;
- Uma agenda paralela robusta de conferências, debates e sessões de pitching;
- Espaços dedicados à inovação, tecnologia e sustentabilidade;
- E uma forte presença de entidades públicas e privadas que discutem temas estruturantes para o turismo.
Sustentabilidade no centro do debate
Um dos temas mais evidentes da BTL 2026 É a sustentabilidade ambiental e social. O Turismo de Portugal apresentou uma agenda climática ambiciosa, com a meta de neutralidade carbónica no sector até 2030, um compromisso que implica não só reduzir emissões em serviços turísticos, mas também adaptar produtos, capacidades e infra‑estruturas para responder às exigências climáticas e às expectativas dos viajantes modernos.
Este foco reflete uma realidade global: viajantes, operadores e governos estão cada vez mais conscientes de que o turismo pode ser um potente motor económico, desde que caminhe lado a lado com a preservação ambiental e o bem‑estar das comunidades locais.
Impacto económico
Os números mais recentes apresentados em Lisboa deixaram claro o peso do turismo na economia portuguesa. Em 2025, o saldo de viagens e turismo atingiu um recorde de 22 000 milhões de euros, reforçando a importância do sector para as exportações nacionais, para o emprego e para a projeção internacional de Portugal.
Este desempenho destaca não apenas a atratividade do país como destino, mas também a capacidade de adaptação e competitividade das empresas portuguesas num mercado internacional exigente.
Ao acolher uma edição tão abrangente da BTL, Lisboa reafirma o seu papel como plataforma de diálogo e cooperação internacional no turismo. A cidade não é apenas anfitriã: torna‑se catalisadora de ideias, parcerias e estratégias que podem impactar mercados em África, na Europa, nas Américas e na Ásia.
Ao mesmo tempo, a feira serve como palco para destinos menos conhecidos ganharem visibilidade e para operadores portugueses reforçarem laços com parceiros internacionais.
A BTL 2026 mostrou‑se muito mais do que uma vitrine de destinos turísticos: é um espaço de reflexão, aprendizagem e ação. Em tempos de mudanças climáticas, evolução tecnológica e novos padrões de consumo, o turismo global precisa de eventos que não só mostrem produtos, mas que façam avançar o sector, apontando caminhos sustentáveis e competitivos.
Portugal, com a sua capacidade de inovar e acolher, posiciona‑se como um ator sério e influente no turismo mundial.









