Viajar para destinos de grande altitude é, sem dúvida, uma experiência inesquecível, seja para explorar as ruas históricas de Cusco, admirar as paisagens da Bolívia, percorrer os trilhos dos Himalaias ou subir o Kilimanjaro. No entanto, por trás dessas paisagens, esconde-se um desafio físico invisível que pode apanhar qualquer viajante desprevenido: o mal da altitude, também conhecido como soroche ou mal da montanha.
O que é o mal da altitude?
Este fenômeno ocorre quando se sobe em altitude, o que faz com que a pressão atmosférica diminua drasticamente. Como resultado, cada respiração fornece menos oxigénio ao organismo, pelo que o corpo precisa de algum tempo para se adaptar a estas novas condições.
Embora possa parecer preocupante, esta é uma situação relativamente comum e, na maioria dos casos, facilmente controlável. O organismo humano tem a capacidade de se adaptar, mas esse processo de aclimatização pode demorar alguns dias.
Algumas pessoas começam a sentir desconforto ao chegar a cidades situadas acima dos 2.500 metros, enquanto outras apenas apresentam sintomas em altitudes mais elevadas. Não existe uma regra absoluta e nem a experiência em montanha garante que a pessoa fique imune ao mal da altitude.
Quais são os sintomas?
Os primeiros sinais costumam surgir nas primeiras horas após a chegada e são, geralmente, ligeiros. O sintoma mais frequente é a dor de cabeça, podendo ser acompanhada por fadiga, tonturas, náuseas, falta de apetite ou dificuldade em dormir. Também é comum sentir falta de ar ao fazer esforços que seriam perfeitamente normais ao nível do mar.
Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem à medida que o organismo se adapta. O importante é não ignorá-los nem insistir em subir para altitudes ainda mais elevadas enquanto continua com sintomas.
Como prevenir?
Apesar de ser sempre imprevisível, a melhor forma de evitar o mal da altitude é dar tempo ao corpo para se aclimatar. Sempre que possível, planear o itinerário de forma gradual, evitando subir rapidamente para grandes altitudes e reservando o primeiro dia para descansar.
Manter uma boa hidratação, evitar o consumo excessivo de álcool e não realizar atividades físicas intensas nas primeiras 24 e 48 horas são outras medidas que podem fazer uma grande diferença.
Muitos viajantes sentem a tentação de aproveitar cada minuto, mas, em destinos de elevada altitude, começar devagar é muitas vezes a melhor forma de aproveitar a viagem.








