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Alguma coisa a declarar João Cardiga?

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Nome: João Cardiga

Alguns dos destinos que lidera: Índia, Irão, Sudeste Asiático e Colômbia

O João, nascido num bairro de migrantes na periferia de Lisboa, cedo descobriu a paixão pelas viagens através das histórias de vizinhos e amigos. Depois de uma década na área da Gestão, largou tudo para dar a volta ao mundo, integrando até um coletivo artístico na Colômbia. Hoje, dedica-se a partilhar experiências de viagem como tour leader, inspirando outros a explorar o mundo.

  • Alguma vez uma viagem te mudou a forma de ver o mundo?

Cada viagem muda a forma de ver o mundo. É, para mim, a única forma de viajar. O primeiro embate da forma como estava a ver o mundo foi o Irão. Percebi o limite da Europa e como a nossa visão do mundo é muito etnocêntrica. A partir daí percebi que existe mais mundo para lá das minhas crenças e visões do mundo. Diferentes perspectivas que criam uma visão mais completa do mundo e da humanidade.

  • Qual foi o momento mais inesperado que já viveste numa viagem?

Foram muitos. Como vou fazer nas outras perguntas, não existe um “mais”, mas sim algo que escolho pela sua intensidade. Uma dessas foi quando uma aldeia se juntou para celebrar a minha partida em Colômbia. Era para sair mais cedo mas foi impossível. Nunca senti um abraço coletivo tão forte como este. E até hoje é um lugar seguro que retorno quando duvido de mim.

  • Se só pudesses recomendar um destino a toda a gente, qual seria e porquê?

Bem esta é fácil: Colômbia. A diversidade que vão sentir é única. É possível passar anos a viajar em Colômbia e sentir que estamos a viajar por territórios muito diferentes. A única coisa comum é um coração generoso que te dá as boas-vindas em cada lugar

  • Qual foi a refeição mais memorável (boa ou má!) que tiveste em viagem?

Já mencionei a refeição que recebi na Colômbia assim que escolho outra. A que recebi em Khajuraho, porque foi de uma família humilde que fez tudo para que ficasse satisfeito. Uma emoção que me conecta com as minhas raízes, comida é partilha e é comunhão. 

  • Algum encontro com pessoas locais que nunca vais esquecer?

Todas. Viajar é valorizar esses momentos. Mas se tiver que escolher um, e porque a minha memória é fraca, destacaria a última vez que tive na índia onde uma rapariga me abordou para vender algo e no final me entregou uma lição de vida. Em viagem, temos mestres de vida, que nos dão muito mais do que aquilo que podemos oferecer. E aquela alegria de me ver pela segunda vez, é algo que nunca vou esquecer.

  • Tens algum ritual ou mania antes de começar uma viagem?

Antes de partir, sempre como um rissol de camarão acompanhado de uma bica e um cigarro.

  • Qual foi o maior susto ou peripécia que já te aconteceu numa viagem?

Na Venezuela foi-me pedido um suborno num contexto físico onde tive que ter uma poker face e um choradinho português para estar safo. Estava num momento que se o Policia quisesse me atrapar não estaria aqui para responder a estas perguntas. 

  • Qual foi a paisagem que mais te deixou sem palavras?

Outra pergunta que não tem um mais. Cada paisagem tem o seu valor e sentimento, mas quero destacar a fronteira entre o Chile e a Argentina em Mendoza pois a paisagem é deslumbrante (para quem goste de cores, cruzado com território desértico).

  • Se tivesses de escolher uma viagem só pela música local, qual seria?

Colômbia sem dúvida. É muito diversa e consigo entender as letras, logo posso empatizar mais. Cada destino tem música extraordinária mas este é o que consigo entender.

  • Algum animal selvagem ou situação na natureza que te tenha marcado especialmente?

Sim, um encontro imediato com uma cobra mortal no meio do nada. Um aviso para ter cuidado e para respeitar o território que piso.

  • O carimbo de passaporte mais difícil (ou estranho) de conseguires?

Nenhum. E isto é um privilégio que deveríamos pensar muito e alterar a situação das pessoas, para que qualquer uma responda como eu.

  • Tens alguma história de “perdido e achado” em viagem?

Ai só se for de uma forma espiritual, pois de resto o que perdi foi um presente para alguém e o que achei foi um presente do universo.

  • Um objeto que trouxeste de viagem e que tem um grande valor sentimental?

Bem é um objeto que levo e trago. A minha mochila. Tem sido a minha fiel companheira e uma presença constante nas minhas viagens. É conforto, casa e assento. Assim que a estimo como parceira e o mais valioso em viagem.

  • Qual seria a tua viagem de sonho se o dinheiro não fosse problema?

Uma viagem ao espaço para ver a Terra na totalidade no contexto de Universo. Acredito que é uma visão que mudaria a perspetiva de vida de muitas pessoas.

  • Se pudesses reviver uma viagem do início ao fim, qual seria?

Sem dúvida a volta ao mundo. Mas por sorte do destino, lidero na Papa-Léguas os destinos que mais me marcaram, assim que os próximos 12 meses vão ser um reviver dessa viagem.

  • Numa frase: o que significa para ti ser líder de viagem?

Ser ponte entre diferentes culturas, que faz o máximo para que as pessoas tenham um bom momento, assim como para as pessoas dos destinos que lidero, combinando com um trabalho de criar maior empatia pelo outro e por culturas que apesar de distantes estão presentes nas nossas vidas.

Se estas histórias te despertaram a curiosidade e a vontade de descobrir o mundo de forma autêntica, junta-te ao João Cardiga pelo mundo, nas suas próximas viagens com a Papa-Léguas.

Vem partilhar momentos únicos, paisagens inesquecíveis e experiências que só quem viaja com quem conhece o caminho de forma tão apaixonada consegue proporcionar!

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