Nome: Miguel Antunes
Alguns dos destinos que lidera: Estónia, Finlândia, Letónia e Lituânia

O Miguel nasceu em Lisboa mas sente-se cidadão do mundo. Descobriu a paixão pelas viagens ainda na universidade, mas foi em 2013, durante um voluntariado europeu na Letónia, que percebeu que queria explorar o máximo possível. Viveu em quatro países e visitou dezenas de outros, desde as Repúblicas Bálticas até Timor-Leste, passando pelos Balcãs, Nepal e Sudeste Asiático. Regista cada experiência no seu diário, entre notas, desenhos e memórias, sempre atento ao que torna cada viagem única.
- Alguma vez uma viagem te mudou a forma de ver o mundo?
Sem dúvida. Não foi numa viagem propriamente dita, mas ao viver seis meses em Timor, dei conta da grande pobreza do país e das disparidades entre os locais e os expats. Isto teve um grande impacto em mim! Passei a dar mais valor à simplicidade.
- Qual foi o momento mais inesperado que já viveste numa viagem?
Ter encontrado o mesmo grupo com quem estive uns dias numa expedição no Laos, vinte e dois dias depois no Vietname, numa rua aleatória. Ou ter encontrado uma amiga de infância com quem jogava basquetebol, já tendo passado vinte anos desde a última vez que nos tínhamos visto, numa festa em Díli.
- Se só pudesses recomendar um destino a toda a gente, qual seria e porquê?
O Laos! Encanta pela sua calma — com dezenas de mosteiros e escolas budistas —, pela arquitetura classificada pela UNESCO, pela vida local autêntica e pouco turismo, pelas suas riquezas naturais e pelo ritual matutino de oferecer alimento aos monges nas ruas, numa cerimónia de devoção que transforma cada manhã.
- O que nunca falta na tua mochila, mesmo em viagens curtas?
O meu Diário Gráfico e aguarelas, onde desenho o que mais bonito me toca num dado
momento.
- Um cheiro ou som que te transporta imediatamente para um destino visitado?
Os cheiros são realmente únicos! Sempre que cheiro Previpiq, uma espécie de repelente e churrasco, sinto que volto a Timor e sempre que sinto no ar Axe volto a Riga. Sempre que chega o outono com os seus mil e um tons, volto aos bosques da Chéquia.
- Qual foi a paisagem que mais te deixou sem palavras?
Ao sobrevoar num bimotor a Cordilheira dos Himalaias e ver os 8000, como Anapurna, K2, K1, Lhotse realmente fiquei sem palavras! Cheguei a chorar perante tal beleza. Ainda assim, recordo igualmente cada pôr do sol em Timor, onde o céu explodia em cores tão intensas que pareciam fazer o mundo explodir!
- Qual foi a maior lição que aprendeste a viajar?
Que não é preciso muita bagagem e que os bens materiais ou qual a profissão que temos não importam a ninguém. Apenas quem somos.
- Se tivesses de escolher uma viagem só pela música local, qual seria?
A Letónia, com as suas músicas de Folclore aquando do Solstício de Verão, também chamado Ligo ou Janis. A viagem que lidero com a Papa-Léguas!
- O carimbo de passaporte mais difícil (ou estranho) de conseguires?
Aquele que consegui na fronteira entre Vietname e Camboja: a senhora da fronteira me pediu que usasse um dedo para registo de entrada. Na altura, percebi que era outro dedo, ao que a senhora me puxa as mãos com violência e dá me uma palmada veementemente. Memorável….
- Numa frase: o que significa para ti ser líder de viagem?
Para mim ser líder de viagem é transmitir a felicidade do destino que conheço a quem ainda teve oportunidade de o fazer!
Se estas histórias te despertaram a curiosidade e a vontade de descobrir o mundo de forma autêntica, junta-te ao Miguel Antunes nas suas próximas viagens com a Papa-Léguas.
Vem partilhar momentos únicos, paisagens inesquecíveis e experiências que só quem viaja com quem conhece o caminho de forma tão apaixonada consegue proporcionar!






