Em muitos hotéis, o elevador passa diretamente do 12º para o 14º andar. Em alguns aviões, a fila 13 também parece ter desaparecido. E não, não é nenhum erro de numeração. É uma escolha que tem origem numa superstição antiga que continua a influenciar empresas e viajantes em todo o mundo.
A aversão ao número 13 é tão comum que existe até um nome para ela: triscaidecafobia. Em muitas culturas ocidentais, este número é associado ao azar.
Uma das crenças mais conhecidas vem da tradição cristã. Na Última Ceia estavam presentes 13 pessoas, sendo Judas, o traidor de Jesus, considerado o décimo terceiro convidado. Já na mitologia nórdica, uma lenda conta que Loki apareceu como o décimo terceiro convidado num banquete dos deuses, provocando uma tragédia.
Ao longo dos séculos, estas histórias ajudaram a consolidar a ideia de que o número 13 traz má sorte ‒ por isso preferem evitá-lo.
Porque é que os hotéis evitam o 13º andar?
A principal razão, na verdade, é comercial. Muitos clientes sentem-se desconfortáveis ao ficar hospedados num quarto localizado no 13º andar. Para evitar reclamações ou perda de reservas, alguns hotéis optam simplesmente por mudar a numeração.
Assim, depois do 12º andar surge logo o 14º, mas, na prática, o edifício continua a ter o mesmo número de pisos. Em alguns casos, o piso é identificado como 12A, M (a 13ª letra do alfabeto) ou recebe outra designação diferente.
E nos aviões?
O motivo é exatamente o mesmo. Em muitos modelos de avião, a fila 13 não existe para que nenhum passageiro seja obrigado a viajar numa fila associada ao azar. Como alterar a numeração dos lugares não tem qualquer custo operacional, várias companhias aéreas optam por eliminar simplesmente a fila 13.
Apesar de não existir qualquer evidência que o número 13 provoque mais acidentes ou acontecimentos negativos, a superstição continua a ter impacto em várias áreas. Além de hotéis e aviões, alguns edifícios de escritórios, hospitais, navios e até condomínios também evitam utilizar o tão temido número nos pisos ou portas.









